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Campeão da Série C pelo Volta Redonda, Rogério Corrêa mira o segundo acesso do ano pela Ferroviária

Corrêa está na AFE desde dezembro de 2025; segunda fase tem seis jogos em um mês e meio, e a Série C de 2026 foi uma das mais equilibradas do formato.

Campeão da Série C pelo Volta Redonda, Rogério Corrêa mira o segundo acesso do ano pela Ferroviária

A Ferroviária aposta na experiência do técnico Rogério Corrêa na Série C para voltar a disputar a Série B em 2027. Pelo Volta Redonda, último clube antes de chegar a Araraquara, ele foi campeão da terceira divisão e subiu para a segunda em 2024 — junto com a própria AFE, naquela ocasião. No clube grená desde dezembro de 2025, Corrêa já soma um acesso pela Ferroviária: subiu da Série A2 deste ano para o Paulistão do ano que vem. Para ele, o elenco tem "perfil de time campeão" e pode fazer história de novo. As informações são do ge.

"O segredo é ter um grupo de caráter, de homens vencedores, para mim é um primeiro passo para a gente conquistar. E aqui temos isso muito bem. Nosso grupo é fantástico, querem muito fazer história pelo clube e conquistar dois acessos no mesmo ano. Em segundo lugar é a qualificação. Temos um equilíbrio muito grande nesse grupo aqui", disse. Para Corrêa, a partir desta etapa da Série C o jeito de competir muda completamente em relação à primeira fase, e a vivência do técnico em edições anteriores e na A2 deste ano, que também teve quadrangular, pode ser impulso: "É um campeonato diferente, difícil. Uma fase curta, porque são seis jogos, mas é longa porque dá um mês e meio. Muita coisa muda. No ano que fui campeão tive uma solidez na competição toda, não tivemos derrotas na fase final. Neste ano, na A2, começamos mal, com duas derrotas, aí vencemos os quatro jogos e classificamos." E o aviso: "É um campeonato que só se concretiza o acesso se você fizer pelo menos 11 pontos. Eu já fiquei de fora com dez pontos. Na A2, o São José-SP fez dez e também ficou fora. Só podemos sossegar quando chegar na pontuação para o acesso". O técnico avaliou que a Série C deste ano foi uma das mais equilibradas da história: antes da última rodada, apenas dois times estavam classificados de forma antecipada, o menor número desde 2022, quando o atual modelo de disputa passou a ser adotado.

Ferroviária: o clube de Araraquara entre a queda e a volta

A Associação Ferroviária de Esportes, fundada em 1950 pelos trabalhadores da Estrada de Ferro Araraquara e dona da Fonte Luminosa — um dos estádios mais bonitos do interior paulista —, viveu em 2024 o melhor ano de sua história recente, com o acesso à Série B, e em 2025 o pior: rebaixada na Série B e caindo também no Paulistão para a A2, o clube contratou Corrêa em dezembro para reconstruir. O técnico entregou a primeira metade — o retorno à elite paulista, com quatro vitórias seguidas após duas derrotas no quadrangular da A2 — e agora disputa a segunda, no quadrangular da Série C, onde os dois primeiros de cada grupo sobem. Para uma cidade de 240 mil habitantes a cem quilômetros de Araras, no eixo Ribeirão Preto–São Carlos, dois acessos no mesmo ano seriam o feito de uma geração — e a prova de que o futebol do interior, que o presidente do Marília chamou de "seco" nesta semana, ainda tem clubes que conseguem planejar, contratar certo e subir.

Para Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a Ferroviária é o contraponto ao Marília. "Na mesma semana em que o Marília demite o elenco inteiro e diz que o interior secou, a Ferroviária — cem quilômetros de Araras, mesma região, mesma cota da federação — entra no quadrangular da Série C com técnico campeão e um acesso já conquistado em 2026. A diferença não é dinheiro; é gestão: contratou em dezembro o treinador certo, montou grupo 'de caráter', subiu na A2 e chegou à fase final da C com chance real. Corrêa fala como quem sabe o que é ficar fora com dez pontos — e é isso que o quadrangular exige: seis jogos, um mês e meio, onze pontos. Se a AFE subir, Araraquara terá Paulistão e Série B em 2027. O interior não secou; escolheu mal em alguns lugares e bem em outros", avalia.

Rogério Corrêa: o técnico do acesso

Com carreira construída em divisões de acesso — Série C, A2, Copa Paulista —, Corrêa ganhou projeção ao levar o Volta Redonda ao título da Série C de 2024, invicto na fase final; chegou à Ferroviária em dezembro de 2025 e, em nove meses, subiu na A2 e classificou o time ao quadrangular da C. É o perfil de treinador que o interior paulista precisa: conhece o formato, o calendário curto e o elenco enxuto.

O quadrangular da Série C: seis jogos, onze pontos

Desde 2022, a Série C tem 20 clubes em fase única de pontos corridos, com os oito melhores divididos em dois grupos de quatro; cada time joga seis partidas — ida e volta —, e os dois primeiros de cada grupo sobem à Série B, com os vencedores decidindo o título. Onze pontos em seis jogos costumam garantir o acesso; dez, como Corrêa lembra, já não bastaram.

2024: o ano em que Volta Redonda e Ferroviária subiram juntos

Corrêa levou o Volta Redonda ao título da Série C de 2024, e a Ferroviária, então com outro treinador, subiu no mesmo quadrangular; os dois caíram da B em 2025. O reencontro do técnico com a AFE na Série C de 2026 é, para ele, chance de repetir o feito — agora do lado grená.

Na leitura de Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a fala sobre os dez pontos revela o técnico. "Quem já ficou de fora com dez pontos não relaxa com nove. Corrêa entrou na A2 com duas derrotas e virou com quatro vitórias — é o treinador que sabe que quadrangular se decide em detalhes e que o grupo precisa de 'caráter' antes de 'qualificação', na ordem que ele mesmo dá. A Série C de 2026 foi a mais equilibrada desde 2022, só dois classificados antes da última rodada; a fase final vai ser disputada ponto a ponto. A Ferroviária tem o técnico, o estádio e a cidade. Falta o campo — seis jogos. O portal, vizinho de Araraquara, acompanha", observa.

Série C 2026: a mais equilibrada do formato

Com apenas dois clubes garantidos antes da última rodada da primeira fase — o menor número desde 2022 —, a edição de 2026 teve disputa até o fim por vagas no quadrangular; o equilíbrio indica que a fase final será decidida por detalhes, o que favorece elencos experientes em mata-mata de pontos corridos, como o de Corrêa.

A2 e Paulistão 2027: o primeiro acesso do ano

Rebaixada no Paulistão de 2025, a Ferroviária disputou a A2 de 2026 e subiu no quadrangular após começar com duas derrotas — a virada que Corrêa cita como exemplo de resiliência; em 2027, o clube volta à elite estadual, com clássicos regionais contra Botafogo-SP, Mirassol e Novorizontino.

Araraquara e a região: o futebol a uma hora de Araras

Araraquara fica a cerca de cem quilômetros de Araras pela SP-330 e pela SP-255, no mesmo eixo que liga Campinas a Ribeirão Preto e São Carlos — região que concentra Ferroviária, Botafogo-SP, Comercial, São Carlos, Rio Claro e União São João, clubes de tradição que alternam divisões nacionais e estaduais e dividem a torcida do interior; a AFE é, há décadas, a referência de futebol profissional da área, com títulos da Série A2, participações na elite paulista, o vice-campeonato brasileiro feminino e uma base que revelou jogadores para o Brasileirão. Um segundo acesso em 2026 recolocaria Araraquara na Série B de 2027 e devolveria à região um clube em divisão nacional relevante — o que, para cidades como Araras, significa jogo grande a uma hora de carro e um caminho para jovens da base regional.

Fonte Luminosa: o estádio e a cidade

Inaugurado em 1951, com a fonte iluminada que lhe dá o nome atrás de um dos gols, o estádio de Araraquara tem capacidade para cerca de 20 mil pessoas e é fator de campo no quadrangular; a cidade, polo universitário e industrial, vive o futebol da AFE como identidade — e um segundo acesso lotaria a Fonte.

O interior paulista na Série C

Ferroviária, Botafogo-SP, Mirassol, Novorizontino e Guarani transitaram entre B e C na década; o interior de São Paulo é o maior fornecedor de clubes às divisões nacionais de acesso, com estrutura de estádio e base que capitais menores não têm. O sucesso da AFE em 2026 reforça esse padrão.

Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a história da Ferroviária é a que o futebol do interior precisa contar. "Caiu duas vezes em 2025, contratou técnico campeão em dezembro, subiu na A2 em abril, chegou ao quadrangular da C em setembro — e o treinador diz que só sossega com onze pontos. É planejamento, escolha e humildade, três coisas que faltam a muito clube grande. Araraquara está a uma hora de Araras; a torcida da região sabe o que a Fonte Luminosa lotada significa. O portal torce pelo segundo acesso e registra o método: contratar quem já subiu e deixar trabalhar", analisa.

A expectativa da Ferroviária pelo segundo acesso de 2026, sob o comando de Rogério Corrêa, campeão da Série C de 2024 pelo Volta Redonda, foi relatada pelo ge em 5 de setembro de 2026, às vésperas do quadrangular final da terceira divisão; o clube de Araraquara já garantiu o retorno ao Paulistão de 2027.

Foto: Brocken Inaglory edit by user:Kallerna (CC BY-SA 3.0) via Wikimedia Commons.

AM
Escrito por

Adriano Jose Reis Martins

Colaborador convidado do blog The Gin Flavors, assina esta matéria com curadoria própria.

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