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Quanto custa trocar a placa cinza pela padrão Mercosul? Em São Paulo

Detran-SP passou a usar autorização de estampagem vinculada à Ufesp; a troca pode ser voluntária, e o valor final depende do estado e da empresa escolhida.

Quanto custa trocar a placa cinza pela padrão Mercosul? Em São Paulo

A troca da antiga placa cinza pela placa padrão Mercosul continua sendo necessária em algumas situações previstas pela legislação de trânsito; em outras, o proprietário pode optar pela mudança de forma voluntária. O procedimento envolve etapas no Detran e a contratação de uma empresa estampadora credenciada — e o preço não é igual em todo o Brasil: além das taxas do órgão de trânsito, é preciso considerar o valor da própria placa, que varia conforme o estado e a empresa responsável pela estampagem. As informações são do Canaltech.

A placa Mercosul não precisa ser instalada apenas quando o carro muda de dono: transferências de propriedade, mudança de município ou estado, perda, furto ou dano da placa antiga estão entre as situações que exigem a atualização, e também existe a possibilidade de fazer a troca voluntariamente. Em São Paulo, os valores administrativos informados pelo Detran para a atualização da placa antiga são de R$ 469,91 quando o veículo ainda não foi licenciado no ano vigente e de R$ 295,83 se o licenciamento já foi realizado — valores que não incluem a confecção da placa, contratada diretamente com estampadora credenciada. A diferença em relação a 2025 é relevante: o serviço custava R$ 452,79 ou R$ 285,05, dependendo da situação do licenciamento, e o Detran-SP passou a utilizar uma autorização específica para estampagem, vinculada à Ufesp, no processo de emplacamento. Não existe preço nacional único para a placa: o valor da estampagem varia por estado e por empresa credenciada, e o Detran-SP orienta que o serviço seja feito em estampadora credenciada. No Rio Grande do Sul, o Detran informa que o custo da placa é definido pelos próprios estampadores, enquanto a vistoria tem valores específicos por porte do veículo — para veículos médios, R$ 114,11, além do preço cobrado pela estampadora.

Sete anos de placa Mercosul: por que a cinza ainda roda e quanto custa deixá-la

A placa no padrão Mercosul — fundo branco, faixa azul com a bandeira do bloco e do país, letras e números pretos para veículos particulares, vermelhos para comerciais, verdes para os de teste, azuis para oficiais e dourados para diplomáticos, com QR code e quatro letras e três números no lugar da antiga combinação de três e quatro — foi adotada no Brasil a partir de 2018 e tornou-se obrigatória para veículos novos e para qualquer alteração de registro desde 2020, mas nunca houve prazo para a troca compulsória da frota antiga: o Contran decidiu que a placa cinza permaneceria válida até que o veículo passasse por transferência, mudança de domicílio, perda, furto ou dano — e é por isso que, em 2026, dezenas de milhões de carros ainda circulam com a placa antiga, sobretudo no interior, onde a frota é mais velha e muda menos de dono. O custo, como o Canaltech mostra, é composto de duas partes: a taxa do Detran, que em São Paulo passa de R$ 470 para quem ainda não licenciou no ano — porque inclui o licenciamento — e fica em quase R$ 300 para quem já licenciou, reajustada pela Ufesp, o índice fiscal paulista; e a placa em si, feita por estampadoras credenciadas ao Denatran em regime de mercado, com preços que variam de R$ 150 a R$ 300 pelo par para carros e menos para motos, dependendo da cidade e da concorrência. Somados, trocar a placa em São Paulo custa entre R$ 450 e R$ 770 — valor que pesa no orçamento de quem compra um usado de R$ 20 mil e que explica por que muita gente adia a transferência, rodando com o documento em nome do antigo dono — prática ilegal e arriscada, que a placa Mercosul, ao ser exigida na transferência, indiretamente combate. No Rio Grande do Sul, o modelo é o mesmo com vistoria separada; em outros estados, taxas e regras variam, e o Denatran mantém a lista de estampadoras credenciadas.

Para Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a reportagem responde a uma dúvida que aparece em toda compra de usado. "Comprou carro, tem de transferir, e na transferência vem a placa Mercosul — R$ 300 a R$ 470 de Detran mais R$ 200 de estampadora. Ninguém avisa antes, e o comprador descobre no despachante. É custo real que o Canaltech coloca na mesa com os valores de 2026, reajustados pela Ufesp. O portal publica na editoria de automóveis pensando no leitor de Araras que compra usado de R$ 30 mil e não contava com R$ 700 de placa: coloque na conta, procure estampadora credenciada — há mais de uma na região — e não role a transferência, porque multa e apreensão custam mais. A placa cinza vai continuar valendo até o dia em que o carro mudar de dono; nesse dia, o preço é este", avalia.

Quando a troca é obrigatória

Transferência de propriedade; mudança de município ou de estado de registro; perda, furto ou dano da placa antiga; e qualquer alteração de característica que exija novo registro. Fora dessas situações, a placa cinza segue válida por tempo indeterminado, sem multa — e a troca é opcional.

Os valores em São Paulo: R$ 469,91 e R$ 295,83

A taxa maior inclui o licenciamento do ano corrente; a menor vale para quem já licenciou. Ambas são reajustadas anualmente pela Ufesp — em 2025 eram R$ 452,79 e R$ 285,05. À taxa soma-se o preço da placa na estampadora credenciada, que o Detran não regula.

Estampadoras credenciadas: o mercado da placa

Empresas privadas credenciadas pelo Denatran e pelo Detran estadual fabricam as placas com QR code e numeração autorizada; o preço é livre e varia por região e concorrência — de R$ 150 a R$ 300 pelo par para carros; o Detran-SP emite autorização específica de estampagem, vinculada à Ufesp, para cada processo.

Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a ausência de preço nacional é o problema. "Cada estado uma taxa, cada estampadora um preço, cada cidade uma oferta — e o consumidor sem referência. Em cidade grande, a concorrência derruba o valor da placa; em cidade média, com duas estampadoras, o preço é o que elas quiserem. O Denatran credencia, mas não tabela. O portal registra os valores paulistas e gaúchos e sugere ao leitor: peça orçamento em mais de uma estampadora, confira o credenciamento no site do Detran e desconfie de despachante que 'inclui a placa' sem discriminar. A placa é obrigatória; o preço, negociável", observa.

Rio Grande do Sul: vistoria mais estampagem

O Detran gaúcho cobra vistoria por porte do veículo — R$ 114,11 para médios — e deixa o preço da placa às estampadoras; o modelo separa o serviço público do produto privado, e o custo total tende a ser menor que o paulista, onde a taxa administrativa é mais alta.

O padrão Mercosul: o que muda na placa

Quatro letras e três números, QR code para consulta, cores por categoria, bandeira do Mercosul e do Brasil; adotada em 2018, obrigatória para novos e para alterações desde 2020, é comum aos países do bloco e facilita a fiscalização eletrônica e a identificação em viagens internacionais.

A frota antiga: milhões de placas cinzas

Sem prazo de troca compulsória, a placa cinza segue em dezenas de milhões de veículos, concentrados em carros mais velhos e no interior; a substituição acontece no ritmo das transferências — cerca de 10 milhões por ano — e deve levar mais de uma década para completar-se.

Dicas para reduzir o custo

Licencie o veículo antes de pedir a placa, para pagar a taxa menor; faça a transferência dentro dos 30 dias, para evitar multa; compare estampadoras credenciadas; e, se o carro é do interior, verifique se o Detran local tem posto de atendimento — evitar viagem à capital também é economia.

Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a placa é exemplo de custo escondido do carro brasileiro. "IPVA, licenciamento, seguro obrigatório, transferência, placa — comprar usado é pagar meio salário em taxas antes de rodar. A placa Mercosul, que deveria ser só uma chapa de alumínio, virou processo com taxa de Detran, estampadora credenciada e Ufesp. O portal registra os valores de 2026 e a regra: obrigatória só na transferência ou em caso de perda, e voluntária no resto. Quem tem placa cinza pode ficar com ela — até vender o carro. Aí, R$ 700", analisa.

Os valores para a troca da placa antiga pela padrão Mercosul em São Paulo — R$ 469,91 sem licenciamento no ano e R$ 295,83 com licenciamento, mais a estampagem — e as situações em que a troca é obrigatória foram detalhados pelo Canaltech em 5 de setembro de 2026; no Rio Grande do Sul, a vistoria de veículo médio custa R$ 114,11, além do preço da estampadora.

Foto: Governo do Estado de São Paulo (CC BY 2.0) via Wikimedia Commons.

JM
Escrito por

Jaime Fernando Reis Martins

Colaborador convidado do blog The Gin Flavors, assina esta matéria com curadoria própria.

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