Logo depois de avançar às oitavas de final do US Open ao vencer o chinês Wu Yibing, Carlos Alcaraz celebrou a presença da família na arquibancada do Grand Slam de Nova York e revelou o desejo de atuar em quadra com os irmãos que seguem os mesmos passos no esporte. "Eles estão todos aqui, é muita pressão. Eu gostaria de jogar duplas com o Álvaro, mas vou dizer Jaime. Ele está indo muito bem e espero que um dia eu possa jogar duplas com ele. Não sei onde, mas seria divertido. Vou esperar esse momento chegar", comentou. As informações são do ge.
Jaime Alcaraz é o irmão mais novo de Carlos e tem 15 anos; em junho do ano passado, sagrou-se bicampeão espanhol infantil enquanto o número 3 do mundo vencia Sinner numa final épica em Roland Garros. A família tem quatro irmãos: Álvaro, o mais velho, chegou a jogar tênis, deixou a profissionalização e ajuda Carlos nos treinamentos; depois vem Jaime, que aparenta ter os mesmos dons; e o mais novo é Sergio, que prefere o futebol. A tradição vem de longe: o avô do tenista, também Carlos, foi responsável por construir quadras de saibro num clube de caça em El Palmar, na Espanha; o pai tornou-se diretor do clube após desistir da breve carreira de jogador na adolescência, e o próprio Carlos deu ali as primeiras raquetadas. Na sexta-feira (4 de setembro), Alcaraz confirmou o favoritismo diante de Wu Yibing, número 113 do mundo, vencendo por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/4 e 6/1; com o resultado, o atual campeão chegou a 27 vitórias em 30 partidas no Grand Slam nova-iorquino, aproveitamento de 90% que o coloca num grupo restrito: entre os jogadores em atividade, apenas ele e Novak Djokovic apresentam ao menos 90% em um único Grand Slam, considerando eventos com mínimo de 20 partidas. Foi apenas o segundo confronto entre os dois — Alcaraz já havia derrotado Wu no Masters 1000 de Xangai, em 2024; o chinês, que chegou a ocupar posição fora do top 400 em 2025 por problemas físicos, voltou a competir em alto nível depois de conquistar, em 2023, o primeiro título de um tenista chinês na história do ATP.
Nova York como quintal: a era Alcaraz–Sinner e a família que fabrica campeões em El Palmar
Aos 23 anos, Carlos Alcaraz chega ao US Open de 2026 como o tenista que definiu a década ao lado de Jannik Sinner — os dois dividiram os Grand Slams desde 2024, reeditaram em Roland Garros de 2025 a final mais longa e dramática do torneio, que o espanhol venceu de virada após salvar match points, e transformaram a rivalidade Federer–Nadal–Djokovic numa disputa a dois que o circuito assiste com a sensação de assistir ao futuro; o número 3 do ranking — atrás de Sinner e de um Djokovic que, aos 39, ainda recusa aposentar-se — defende em Nova York o título de 2025 e busca o terceiro US Open, onde venceu pela primeira vez aos 19, em 2022, e onde acumula 27 vitórias em 30 partidas, aproveitamento que só Djokovic, em Wimbledon e na Austrália, iguala entre os ativos, e que Nadal tinha em Paris. A vitória sobre Wu Yibing — 6/3, 6/4, 6/1, sem set perdido no torneio — foi a expressão de um jogador que joga a terceira rodada como treino; a história do adversário, porém, merece a nota que o ge dá: Wu, primeiro chinês a vencer um título ATP, em Dallas em 2023, passou 2025 fora do top 400 por lesões e voltou ao top 120 em 2026, num circuito em que a China, com Zheng Qinwen no feminino e Wu e Zhang Zhizhen no masculino, deixou de ser coadjuvante. O que a coletiva revelou é o que torna Alcaraz popular além do tênis: a família de El Palmar, o bairro de Múrcia onde o avô construiu quadras de saibro num clube de caça, o pai que virou diretor do clube, três irmãos — o mais velho que largou o profissionalismo para treinar o campeão, o de 15 anos bicampeão infantil que "aparenta ter os mesmos dons", o caçula que prefere futebol —, todos na arquibancada de Nova York, "muita pressão" na voz de quem tem cinco Grand Slams e ainda quer jogar duplas com o irmão "não sei onde". É a mesma família que criou Nadal em Manacor e os Murray em Dunblane: um clube pequeno, um avô ou tio obcecado, e um menino que dá a primeira raquetada no lugar onde o pai desistiu. Jaime Alcaraz, 15 anos, bicampeão infantil da Espanha, é o próximo — e as duplas com o irmão, se acontecerem, serão o evento que o tênis espera.
Para Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a coletiva de Alcaraz mostra por que ele é o rosto do tênis. "Vinte e sete vitórias em trinta em Nova York, 90% como Djokovic, sem perder set, campeão defendendo título aos 23 — e o que ele quer falar é do irmão de 15 anos que quer levar para as duplas. É o tênis como esporte de família, de clube de bairro em Múrcia onde o avô fez quadra de saibro — a mesma história de Nadal em Manacor. O portal registra a vitória sobre Wu, que merece respeito por ter voltado do fundo do ranking, e a frase do campeão: 'vou esperar esse momento chegar'. Em Araras, onde o tênis é de clube e de escola, a lição é a do avô Carlos: constrói a quadra, e o campeão aparece", avalia.
A vitória: 6/3, 6/4, 6/1 sobre Wu Yibing
Terceira rodada do US Open, sem set perdido, contra o número 113 do mundo; segundo confronto entre os dois, após Xangai 2024; Alcaraz avança às oitavas como atual campeão e favorito, com 27 vitórias em 30 jogos na história do torneio — o aproveitamento de 90% que a estatística destaca.
90%: o clube de Alcaraz e Djokovic
Entre tenistas em atividade, só os dois têm aproveitamento igual ou superior a 90% em um único Grand Slam com ao menos 20 partidas — Alcaraz em Nova York, Djokovic em Wimbledon e Melbourne; Nadal, aposentado, tinha marca superior em Roland Garros; é a medida de domínio num torneio específico.
Wu Yibing: o pioneiro chinês
Primeiro chinês campeão de um torneio ATP, em Dallas, em 2023, Wu caiu para fora do top 400 em 2025 por lesões e voltou ao top 120 em 2026; sua presença na terceira rodada de Nova York é parte da ascensão do tênis chinês, com Zheng Qinwen no feminino, e da recuperação de um atleta que o circuito dava como perdido.
Na leitura de Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a família Alcaraz é o segredo mais bem contado do tênis. "Avô que constrói quadra, pai que desiste de jogar e vira diretor, irmão mais velho que abre mão da carreira para treinar o menino, irmão de 15 anos bicampeão, caçula que joga bola — é uma linha de produção de campeão em bairro de Múrcia, sem academia de Miami nem patrocinador desde os oito anos. Alcaraz fala disso com naturalidade porque é a vida dele. O portal registra e observa que o tênis brasileiro, que tem João Fonseca como esperança, deveria estudar El Palmar antes de Bradenton: o campeão nasce onde alguém faz a quadra", observa.
Jaime, 15 anos: o próximo Alcaraz?
Bicampeão espanhol infantil em junho de 2025 — no dia em que Carlos vencia Sinner em Roland Garros —, o irmão "aparenta ter os mesmos dons", segundo a família; a pressão do sobrenome é o obstáculo, e as duplas com o campeão, o sonho declarado; o circuito júnior espanhol o acompanha.
Álvaro e Sergio: o treinador e o boleiro
O mais velho, Álvaro, jogou, deixou a profissionalização e integra a equipe de treinos de Carlos — a quem o campeão diz que gostaria de ter como parceiro de duplas; Sergio, o caçula, prefere o futebol, esporte que o próprio Carlos, torcedor do Real Madrid, acompanha com paixão.
El Palmar: o clube de caça e as quadras de saibro
No bairro de Múrcia, o avô Carlos construiu quadras de saibro no Real Sociedad Club de Campo, onde o pai, Carlos Alcaraz González, é diretor e onde o tenista aprendeu a jogar; a estrutura modesta, a poucos quilômetros da academia de Juan Carlos Ferrero que o formou, é a origem que a família mantém como base.
US Open 2026: a defesa do título
Campeão em 2022 e 2025, Alcaraz busca o terceiro título em Nova York e o sexto Grand Slam, com Sinner do outro lado da chave e Djokovic, aos 39, ainda em jogo; as oitavas, sem set perdido até aqui, mantêm o favoritismo — e a família na arquibancada, "muita pressão" incluída.
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a notícia junta o que o esporte tem de melhor. "Um campeão de 23 anos com 90% de vitórias no torneio que defende, um adversário chinês que voltou do abismo do ranking, e uma coletiva sobre o irmão de 15 anos e o avô que fez a quadra. É tênis, é família, é história de superação — tudo numa sexta-feira em Nova York. O portal registra a vitória de Alcaraz e o sonho das duplas com Jaime, e observa que, se acontecer, será em Roland Garros ou em Nova York — e o mundo vai parar para ver dois Alcaraz do mesmo lado da rede", analisa.
A vitória de Carlos Alcaraz sobre Wu Yibing por 6/3, 6/4 e 6/1 na terceira rodada do US Open, em 4 de setembro de 2026, e as declarações do espanhol sobre o desejo de jogar duplas com o irmão Jaime foram noticiadas pelo ge em 5 de setembro; o atual campeão soma 27 vitórias em 30 partidas no torneio de Nova York, aproveitamento de 90% que apenas Novak Djokovic iguala entre os tenistas em atividade em um único Grand Slam.
Foto: Timothy Akolamazima (CC BY-SA 4.0) via Wikimedia Commons.