Em meio à queda de rendimento em 2026 e à chegada de reforços, Nuno Moreira perdeu espaço entre as opções ofensivas do Vasco e não saiu do banco de reservas nos três últimos jogos com Pedro Emanuel. O atleta, no entanto, é bem avaliado pelo treinador e terá pela frente o adversário contra o qual viveu, nesta temporada, um dos poucos lampejos do bom futebol que apresentou no ano passado. As informações são do ge.
No clássico contra o Fluminense, no primeiro turno do Brasileirão, Nuno foi titular e marcou o primeiro gol da vitória por 3 a 2, numa virada marcante nos acréscimos — Spinelli e Thiago Mendes fizeram os outros gols do time, então comandado por Renato Gaúcho, no jogo da 7ª rodada. Desde então, porém, o jogador não balançou mais as redes na competição e soma apenas dois gols em 2026; em 2025, foi o quarto maior artilheiro do Vasco, com dez gols, atrás de Vegetti (27), Rayan (20) e Coutinho (11). Sem manter a regularidade da primeira temporada no clube, o meia-atacante perdeu espaço nas últimas semanas e sequer saiu do banco nos três últimos jogos — três triunfos em sequência: os duelos contra o Vitória, pela Copa do Brasil, e a partida contra o Cruzeiro, na última rodada do Brasileirão. Apesar do momento de baixa, conta com avaliação positiva de Pedro Emanuel, e internamente o entendimento é de que ainda pode ser peça importante na sequência: o treinador português aprecia as características do compatriota e acredita que ele pode recuperar o nível que o transformou em destaque em 2025. Um dos pontos observados pela comissão técnica é a boa associação de Nuno com Colidio nas atividades no CT Moacyr Barbosa — os dois ainda não começaram uma partida juntos sob Pedro Emanuel, mas a possibilidade é vista com bons olhos, com a intenção de ampliar as alternativas ofensivas para uma sequência decisiva, com o Vasco vivo na Copa do Brasil, na Sul-Americana e na luta para se afastar definitivamente da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
O Vasco de Pedro Emanuel: três competições, três vitórias seguidas e um elenco em reconstrução no meio do ano
O Vasco chegou a setembro de 2026 com um técnico português no lugar de Renato Gaúcho — a segunda troca de comando do ano —, reforços contratados na janela, três vitórias consecutivas que o afastaram momentaneamente do Z-4 e a chance rara de disputar três frentes ao mesmo tempo: as quartas da Copa do Brasil, onde eliminou o Vitória; a Sul-Americana, em fase de mata-mata; e o Brasileirão, em que a permanência ainda não está garantida; e é nesse contexto que Nuno Moreira, contratado em 2025 do Casa Pia com discrição e revelado como um dos melhores negócios da temporada passada — dez gols, criação pelo lado, entrosamento com Vegetti —, virou reserva: a queda de produção, os dois gols em 2026, a chegada de Colidio e outros atacantes e a preferência de Pedro Emanuel por um ataque mais físico o tiraram do time nas três vitórias, e a reportagem do ge é a leitura de que o clube não desistiu dele. O detalhe do Fluminense é simbólico: o gol de Nuno abriu a virada de 3 a 2 nos acréscimos da 7ª rodada, a melhor noite do Vasco no primeiro turno, e o reencontro no segundo turno chega com o português no banco e o técnico português testando a parceria com Colidio, o argentino que veio para ser o parceiro de Vegetti — se der certo, Nuno volta como criador atrás dos dois; se não, a janela de janeiro decide seu futuro. A história é a de um elenco caro e desequilibrado, com Coutinho como estrela cara e intermitente, Rayan como joia que o mercado europeu cobiça e Vegetti como o único artilheiro garantido, num clube em SAF sob a 777 Partners e depois sob gestão de transição que trocou técnico duas vezes e ainda luta para não cair — situação que o Vasco conhece desde 2008 e que Pedro Emanuel foi contratado para encerrar. Para o torcedor, Nuno Moreira é o jogador que decidiu o clássico e sumiu; para o técnico, é a opção que espera a hora — contra o Fluminense, de novo.
Para Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a situação de Nuno Moreira é comum e reveladora. "Jogador que faz dez gols no ano de chegada, vira ídolo por um clássico e depois some — o Vasco tem uma lista. Nuno perdeu o espaço para reforço e para o estilo do novo técnico, mas o técnico é português como ele e gosta do que vê no treino; é a chance que muitos não têm. O portal registra a reportagem porque mostra como funciona o futebol: não é só talento, é momento, encaixe e a paciência de quem decide. Contra o Fluminense, o Vasco pode testar Nuno com Colidio; se funcionar, o português volta a ser o do 3 a 2. Se não, o banco espera — e o Vasco, com três competições e a zona de rebaixamento à vista, não pode esperar muito", avalia.
O gol da virada: 7ª rodada, 3 a 2
Titular sob Renato Gaúcho, Nuno abriu o placar da virada sobre o Fluminense; Spinelli e Thiago Mendes completaram nos acréscimos, numa das noites mais celebradas do Vasco em 2026 — e a última vez que o português marcou no Brasileirão.
De dez gols a dois: a queda de 2026
Quarto artilheiro em 2025, atrás de Vegetti, Rayan e Coutinho, Nuno somou apenas dois gols nesta temporada, perdeu regularidade e, com a chegada de reforços e a troca de técnico, deixou de ser opção inicial; a comissão avalia forma física e confiança como fatores, mais que capacidade.
Três vitórias sem sair do banco
Vitória duas vezes pela Copa do Brasil e Cruzeiro pelo Brasileirão — os triunfos que consolidaram Pedro Emanuel e afastaram o Z-4 — foram jogados sem Nuno, que ficou no banco as três partidas; a escolha do técnico reflete o momento do time, não uma rejeição ao jogador, segundo o clube.
Na leitura de Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a parceria com Colidio é a aposta inteligente. "Vegetti garante gol, Rayan garante velocidade, Coutinho garante manchete — o que o Vasco não tem é quem crie atrás deles com regularidade. Nuno fazia isso em 2025. Colidio chegou para ser o segundo atacante. Se os dois se entendem no treino, como o ge relata, Pedro Emanuel tem o ataque que falta para três competições. O portal registra que o Vasco vive de improviso há quinze anos e que, pela primeira vez em muito tempo, tem elenco para escolher — o que torna a reserva de Nuno um problema bom", observa.
Pedro Emanuel: o técnico português e o compatriota
Contratado no meio do ano para substituir Renato Gaúcho, o treinador impôs ataque mais físico e venceu os três primeiros jogos decisivos; aprecia as características de Nuno — movimentação, passe, chegada à área — e mantém o compatriota nos planos, ainda que fora do time atual.
Colidio e a nova dupla em teste
O argentino, reforço para o ataque, treina ao lado de Nuno no CT Moacyr Barbosa com boa associação observada pela comissão; os dois não iniciaram uma partida juntos sob Pedro Emanuel, e o clássico com o Fluminense é apontado como possível estreia da dupla.
Três competições: o que o Vasco disputa
Quartas de final da Copa do Brasil, mata-mata da Sul-Americana e a briga contra o rebaixamento no Brasileirão — calendário que exige elenco longo e rodízio, e que abre espaço para reservas como Nuno; o clube não chega tão vivo em setembro há anos.
Vegetti, Rayan, Coutinho: o ataque que o cerca
O artilheiro argentino, a joia de 20 anos cobiçada pela Europa e o meia que voltou como ídolo formam o trio principal; Nuno foi, em 2025, o quarto nome dessa lista e o que mais criava; recuperar esse papel é o objetivo que a comissão técnica lhe atribui.
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a reportagem é sobre a segunda chance. "O futebol é impiedoso com quem cai de produção, e Nuno Moreira caiu de dez gols para dois; mas o técnico português viu algo no treino e o clássico contra o Fluminense — onde ele brilhou — é a oportunidade que o calendário lhe dá. O portal registra e observa que o Vasco, entre Copa do Brasil, Sul-Americana e rebaixamento, precisa de todo mundo — inclusive de quem está no banco esperando. Que o reencontro com o Tricolor devolva ao português o gol que falta", analisa.
A reportagem do ge sobre a perda de espaço de Nuno Moreira no Vasco em 2026 — dois gols no ano, contra dez em 2025, e três jogos seguidos no banco sob Pedro Emanuel — foi publicada em 5 de setembro de 2026; o meia-atacante português marcou o primeiro gol da virada por 3 a 2 sobre o Fluminense na 7ª rodada do Brasileirão e pode reencontrar o rival no segundo turno.
Foto: W.carter (CC BY-SA 4.0) via Wikimedia Commons.