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Rubinho dirige a Ferrari F2002 em Monza no fim de semana de homenagens a Michael Schumacher

Ferrari corre em casa com pintura que remete ao F310 de 1996 e sete estrelas nos macacões de Hamilton e Leclerc; Rubens já guiara o F2002 em Spielberg — 'sou parte da história e grato pelo.

Rubinho dirige a Ferrari F2002 em Monza no fim de semana de homenagens a Michael Schumacher

Companheiro de Michael Schumacher por seis anos na Ferrari, Rubens Barrichello protagonizou uma homenagem ao alemão neste sábado (5 de setembro), logo após a classificação que colocou o surpreendente Pierre Gasly na pole do GP da Itália: o brasileiro pilotou o F2002, carro do time na temporada de 2002, no Autódromo de Monza. Em junho, Barrichello já havia acelerado o F2002 no Circuito de Spielberg, na Áustria. As informações são do ge.

Ao viver mais uma vez a experiência, desta vez no Templo da Velocidade, o brasileiro destacou a emoção: "Especialmente em Monza... foi emocionante! Eu não pilotava um carro de Fórmula 1 há muito tempo, e então fui à Áustria e só queria acelerar. Senti a mesma coisa de novo. Cheguei à Curva Grande, no chão. Fórmula 1 é Fórmula 1, então você nunca vai sentir aquela força G de novo, então é melhor pisar fundo". Schumi e Rubinho foram campeões de construtores com a Ferrari em 2002 e dominaram a temporada: a equipe ganhou 15 das 17 provas, com 11 triunfos de Schumacher — que foi a todos os pódios do ano — e quatro de Barrichello, um deles justamente no GP da Itália. Rubens destacou o equilíbrio do carro, segundo ele ainda melhor do que na época: "A dirigibilidade do carro é incrível. Obviamente, tem os pneus slick, na época nós tínhamos os pneus com sulcos. Então o equilíbrio é ainda melhor hoje. Eu estou emocionado por estar aqui, de ser parte da história e grato pelo Michael. Eu me diverti muito". A presença de Barrichello faz parte de um fim de semana de homenagens da Ferrari ao alemão: o time corre em casa com pintura especial que faz referência ao F310, carro de Schumacher em sua primeira temporada em Maranello, em 1996; os macacões dos pilotos e os uniformes dos mecânicos também têm referências, e Lewis Hamilton e Charles Leclerc correm com sete estrelas desenhadas, pelos sete títulos mundiais. Além de Rubinho, o tetracampeão Sebastian Vettel — na Ferrari entre 2015 e 2020 e que tem Schumacher como ídolo — vai conduzir o F2002 no domingo, antes do início do GP da Itália.

2002, o ano em que a Ferrari venceu tudo — e a sombra que o Rubinho carrega desde a Áustria

O F2002 é, pelos números, o carro mais dominante da história da Ferrari e um dos maiores da Fórmula 1: projetado por Rory Byrne e Ross Brawn, com motor V10 de Paolo Martinelli e a estratégia de Jean Todt, venceu 15 das 17 corridas de 2002 — Schumacher levou o título em julho, na França, com seis GPs de antecedência, recorde que durou até 2023 —, subiu ao pódio em todas, e deu à Ferrari o quarto de seis títulos de construtores consecutivos; para Barrichello, foi a temporada de quatro vitórias — Nürburgring, Hungria, Itália e Estados Unidos — e do segundo lugar no campeonato, e também do episódio que definiu sua relação com Schumacher e com a equipe: o GP da Áustria, em maio, em que, liderando, recebeu ordem de rádio para deixar o alemão passar na última curva, obedeceu nos metros finais, foi vaiado no pódio e provocou a proibição de ordens de equipe pela FIA — regra que durou até 2010. É por isso que o retorno ao F2002, primeiro em Spielberg, em junho, exatamente na pista da Áustria, e agora em Monza, onde ele venceu em 2002 depois de a Ferrari lhe garantir a vitória por mérito, tem sabor de reconciliação pública: aos 54 anos, com 322 GPs, 11 vitórias e dois vice-campeonatos, Rubinho fala de gratidão e de "ser parte da história" de um companheiro que, desde o acidente de esqui de dezembro de 2013, vive recluso sob cuidados da família, sem aparição pública — a homenagem de Monza, com o F310 na pintura e as sete estrelas nos macacões, é a Ferrari lembrando o piloto que a levou de 21 anos sem título ao domínio absoluto, e Vettel, que o idolatrava e correu pela Scuderia sem ganhar o título que Schumacher ganhou cinco vezes, fecha o ciclo no domingo. Para o Brasil, que hoje tem Bortoleto na Audi e Câmara na antessala da Ferrari, Barrichello em Monza é a memória de quando o país tinha um piloto na melhor equipe do mundo — e a lembrança de que ser o segundo de Schumacher foi, ao mesmo tempo, a glória e o limite de sua carreira.

Para Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a imagem de Rubinho no F2002 em Monza é das mais bonitas do ano na Fórmula 1. "O carro mais vencedor da história da Ferrari, pilotado pelo brasileiro que foi o segundo de Schumacher por seis anos, no autódromo onde ele venceu em 2002 — e com o alemão, há treze anos recluso, homenageado por uma equipe que corre com sete estrelas no peito. Rubinho tem todo direito de lembrar a Áustria com mágoa; escolheu lembrar Monza com gratidão. 'Sou parte da história' é a frase de quem fez as pazes com o próprio papel. O portal registra a homenagem e observa que Bortoleto, por um milésimo fora do Q3 no mesmo sábado, e Câmara, na pole da F2, são os herdeiros — e que o Brasil, que teve Rubinho na Ferrari, pode ter Câmara na Ferrari em breve. Monza, mais uma vez, é o lugar", avalia.

O F2002: 15 vitórias em 17

Projeto de Rory Byrne e Ross Brawn com motor V10, venceu 15 provas, subiu ao pódio em todas as 17, deu a Schumacher o quinto título com seis corridas de antecedência e à Ferrari o de construtores; Barrichello venceu quatro — incluindo Monza — e foi vice; o carro é considerado o mais dominante da era Schumacher.

Spielberg em junho, Monza em setembro

Rubinho acelerou o F2002 pela primeira vez em décadas na Áustria — pista do episódio de 2002 em que cedeu a vitória a Schumacher por ordem de equipe — e repetiu em Monza, onde venceu naquele ano; as duas exibições integram o programa de homenagens da Ferrari ao heptacampeão.

As sete estrelas e o F310

A pintura especial da Ferrari em Monza remete ao F310 de 1996, primeiro carro de Schumacher na equipe; os macacões de Hamilton e Leclerc e os uniformes dos mecânicos trazem sete estrelas pelos sete títulos mundiais — cinco deles com a Ferrari, de 2000 a 2004.

Na leitura de Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a homenagem tem peso pelo silêncio em torno de Schumacher. "Desde dezembro de 2013, ninguém vê Michael Schumacher; a família protege, a Ferrari homenageia, e os companheiros — Rubinho, Vettel, agora Hamilton correndo pela equipe dele — falam por ele. Monza 2026 é isso: o F2002 na pista, o F310 na pintura, sete estrelas no macacão, e o maior campeão da história ausente. Barrichello dizendo 'grato pelo Michael' é a reconciliação de um brasileiro com a sombra que o acompanhou por seis anos. O portal registra com respeito — e com a lembrança de que, em 2002, o mundo inteiro vaiou a Ferrari por um pódio na Áustria, e Rubinho respondeu vencendo em Monza", observa.

Vettel no domingo: o ídolo e o discípulo

Tetracampeão pela Red Bull, Vettel correu pela Ferrari de 2015 a 2020 sem título e sempre citou Schumacher como ídolo; conduzir o F2002 antes da largada de domingo é a homenagem de uma geração alemã à outra — e o fechamento simbólico de um fim de semana que a Ferrari dedicou ao seu maior campeão.

Barrichello e Schumacher: seis anos, uma relação

De 2000 a 2005, Rubinho foi o segundo piloto da Ferrari mais vencedora da história; venceu nove GPs pela equipe, foi vice em 2002 e 2004, e viveu o episódio da Áustria de 2002 como o ponto mais controverso; após deixar a Scuderia, correu por Honda, Brawn — onde quase foi campeão em 2009 — e Williams, até 2011.

Monza e o Brasil: de Fittipaldi a Câmara

Emerson Fittipaldi venceu em Monza em 1972 e foi campeão ali; Piquet e Senna venceram; Rubinho venceu em 2002 e 2004; no mesmo sábado de 2026, Bortoleto ficou a um milésimo do Q3 e Rafael Câmara, da academia da Ferrari, é pole da F2 — a homenagem a Schumacher acontece num fim de semana em que o automobilismo brasileiro volta a ter futuro.

A Ferrari de 2026: em casa, sem a pole

Com Hamilton e Leclerc em quarto e quinto no grid, atrás de Gasly, Russell e Piastri, a Scuderia corre o GP da Itália com o público, a pintura e a memória a favor — e o carro contra; a homenagem a Schumacher é também lembrete de quanto tempo faz que Maranello não domina como em 2002.

Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, o fim de semana de Monza reúne o passado e o futuro do Brasil na Fórmula 1. "Rubinho num Ferrari de 2002, Bortoleto num Audi de 2026, Câmara na pole da F2 com o crachá de Maranello — tudo no mesmo sábado, no mesmo autódromo. O portal registra a homenagem a Schumacher, a gratidão de Barrichello e a frase que resume o piloto brasileiro: 'melhor pisar fundo'. Que Câmara, no domingo, pise — e que a Ferrari lembre que o último brasileiro a vencer por ela foi o homem que hoje guiou o F2002 por saudade", analisa.

A exibição de Rubens Barrichello com a Ferrari F2002 no Autódromo de Monza, em homenagem a Michael Schumacher após a classificação do GP da Itália, ocorreu em 5 de setembro de 2026 e foi noticiada pelo ge; a Ferrari corre em casa com pintura que remete ao F310 de 1996 e sete estrelas nos macacões, e Sebastian Vettel pilota o mesmo carro no domingo, antes da largada.

Foto: Mohd Nor Azmil Abdul Rahman from Kuala Lumpur, Malaysia (CC BY 2.0) via Wikimedia Commons.

AM
Escrito por

Adriano Jose Reis Martins

Colaborador convidado do blog The Gin Flavors, assina esta matéria com curadoria própria.

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