William Gomes começou a temporada em alta no Porto. Aos 20 anos, o atacante brasileiro soma dois gols e duas assistências em seis jogos e foi decisivo mais uma vez na sexta-feira (4 de setembro): participou dos dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Moreirense, com uma assistência e o gol que garantiu a virada pelo Campeonato Português. As informações são do ge.
O bom início ganha destaque pelo cenário dos últimos meses: o atacante despertou o interesse de alguns dos principais clubes da Europa, permaneceu no Porto e vem ganhando protagonismo. "Muito feliz por este começo, acho que é fruto de muito trabalho. Acho que a gente trabalhou muito durante a pré-temporada, e isso é fruto de muito trabalho. Creio que a temporada só está começando e a gente tem muita coisa para conquistar. Agora é seguir focado e trabalhando cada vez mais", disse ao ge. Contra o Moreirense, deu a assistência para o gol de empate e, no segundo tempo, marcou o da vitória; com a atuação, chegou a dois gols e duas assistências em seis partidas de 2026/27, tendo jogado as cinco primeiras rodadas do Português e a Supertaça de Portugal — na temporada passada, foram 46 partidas, 13 gols e duas assistências. O crescimento despertou o mercado: em maio, o ge divulgou que o Atlético de Madrid negociava a contratação, procurando os representantes do jogador; pouco depois, Arsenal e Manchester United entraram na disputa, com consultas sobre as condições de uma eventual negociação. William, porém, permaneceu no Porto: contratado junto ao São Paulo em janeiro de 2025, custou 10 milhões de euros por 80% dos direitos econômicos, o São Paulo manteve os outros 20% visando uma futura negociação, e o contrato tem cláusula de rescisão de 80 milhões de euros.
De Cotia ao Dragão: a rota portuguesa que transforma jovem do São Paulo em ativo de 80 milhões
William Gomes é o exemplo mais recente de um modelo que o São Paulo e o Porto aperfeiçoaram: o clube brasileiro forma em Cotia, revela na Série A aos 18 ou 19 anos, vende por valor modesto a um clube português que serve de vitrine para a Europa, e mantém percentual para lucrar na revenda — foi assim com Antony e Lucas Moura no Ajax e no PSG, com Marcos Leonardo e outros no Benfica, e é assim com William, que saiu do Morumbi em janeiro de 2025 por 10 milhões de euros, marcou 13 gols na primeira temporada no Porto, viu Atlético de Madrid, Arsenal e Manchester United consultarem seus agentes na janela de verão e ficou porque o Porto, com a cláusula de 80 milhões e a Champions League para disputar, não precisava vender — a valorização de oito vezes em 18 meses é o negócio que o São Paulo, com 20%, espera converter em R$ 100 milhões ou mais na próxima janela. O que o ge descreve — dois gols e duas assistências em seis jogos, o gol da virada contra o Moreirense, a titularidade em todas as rodadas — é o desempenho que consolida a fase seguinte: aos 20 anos, com a Copa do Mundo de 2026 recém-disputada sem ele e o ciclo de 2030 começando, William entra no radar da Seleção como ponta de velocidade e drible que Ancelotti, ou seu sucessor, procura, e o Porto, que vendeu Luis Díaz, Evanilson e Galeno por dezenas de milhões, sabe que o preço sobe com cada gol e cada convocação. O interesse inglês tem lógica: Arsenal e United buscam pontas jovens e baratos em relação ao mercado da Premier League, e 80 milhões de euros, alto para Portugal, é média para Londres e Manchester; o Atlético, sob Simeone, coleciona brasileiros. Para o São Paulo — em crise financeira, sem títulos e vendendo a base para fechar contas —, William é a prova de que Cotia ainda produz o que o clube não consegue manter; para o torcedor que o viu estrear no Morumbi, é mais um que brilha longe. A pergunta de setembro é se ele termina a temporada no Porto ou se a janela de janeiro, com a Champions como vitrine, o leva à Inglaterra — e se a Seleção chega antes.
Para Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, William Gomes é o São Paulo funcionando — para os outros. "Formado em Cotia, vendido por 10 milhões de euros aos 19, vale 80 aos 20, com Arsenal e United na porta e a Seleção no radar. O Porto fez o que o São Paulo não consegue: segurar, dar jogo, valorizar. Os 20% que o Tricolor manteve vão render mais que a venda original — é a única boa notícia financeira do clube em anos, e vem de um jogador que não joga mais lá. O portal registra a temporada de William e a lógica: o Brasil forma, Portugal vitrina, a Inglaterra compra. E observa que, com a Copa de 2026 passada, o ciclo de 2030 começa agora — e um ponta de 20 anos decidindo jogo no Porto é candidato natural", avalia.
Os números de 2026/27
Seis jogos, dois gols, duas assistências, titular nas cinco rodadas do Campeonato Português e na Supertaça; contra o Moreirense, assistência para o empate e gol da virada por 2 a 1 — a atuação que o ge destaca como a mais decisiva do início de temporada.
A temporada passada: 46 jogos, 13 gols
Na primeira temporada completa no Porto, William foi titular frequente, marcou 13 gols e deu duas assistências em 46 partidas entre Português, Taça e competições europeias — desempenho que atraiu as consultas de Atlético de Madrid, Arsenal e Manchester United nos meses seguintes.
A transferência: 10 milhões, 80%, cláusula de 80
Contratado do São Paulo em janeiro de 2025 por 10 milhões de euros por 80% dos direitos econômicos, com o Tricolor mantendo 20%; cláusula de rescisão de 80 milhões — valor que os interessados avaliaram como alto para a janela de verão e que o Porto usa para negociar em posição de força.
Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, o Porto é a escola de venda que o futebol brasileiro deveria estudar. "O Porto comprou por 10, segurou uma janela apesar de Arsenal e United, deu jogo, e vai vender por 60 ou 80 com Champions na vitrine — é gestão de ativo, não de elenco. O São Paulo vendeu barato porque precisava de caixa; o Porto segurou porque podia. A diferença é planejamento financeiro. O portal registra e observa que os 20% que o São Paulo manteve são a lição: quem vende jovem deve manter percentual, porque o valor real aparece dois anos depois, em Portugal ou na Inglaterra", observa.
Atlético, Arsenal, United: o interesse
O Atlético de Madrid abriu conversas em maio; Arsenal e Manchester United consultaram condições em junho, segundo o ge; nenhum chegou à cláusula, e o Porto manteve o jogador para a Champions; a janela de janeiro e o desempenho na Europa definem se a proposta chega a 80 milhões.
Radar da Seleção: o ciclo de 2030
Com a Copa de 2026 encerrada e a renovação do elenco em curso, pontas jovens em destaque na Europa entram nas listas de observação da CBF; William, com velocidade, drible e gols pelo Porto, é candidato a convocação nas próximas datas Fifa — a vitrine que multiplicaria seu valor.
Cotia e o modelo São Paulo
A base tricolor formou Antony, Lucas Moura, Casemiro e Marquinhos, vendidos jovens; a crise financeira dos últimos anos acelerou as vendas — William por 10 milhões, outros por menos —, com o clube dependendo de percentuais de revenda; Cotia segue produzindo, o elenco principal segue perdendo.
Portugal como vitrine: o caminho para a Premier League
Porto, Benfica e Sporting compram brasileiros jovens, dão Champions e revendem à Inglaterra e à Espanha por múltiplos; Luis Díaz, Evanilson, Galeno e Otávio saíram do Porto assim; William segue a trilha, e o preço de 80 milhões é o que o Dragão espera de um ponta de 20 anos com gols na Europa.
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a história de William é a do futebol brasileiro em 2026. "Garoto de Cotia, vendido barato para pagar conta, brilha no Porto, vale oito vezes mais em dezoito meses, e o São Paulo, que o formou, torce pelos 20%. Não é tragédia; é modelo — e é o único que os clubes brasileiros têm. O portal registra os dois gols e as duas assistências e a frase do menino: 'a temporada só está começando'. Para ele, para o Porto e para o São Paulo, que vai contar os milhões de longe", analisa.
A reportagem do ge sobre o início de temporada de William Gomes no Porto — dois gols e duas assistências em seis jogos, com participação nos dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Moreirense em 4 de setembro de 2026 — foi publicada em 5 de setembro; o atacante de 20 anos, contratado do São Paulo em janeiro de 2025 por 10 milhões de euros, foi sondado por Atlético de Madrid, Arsenal e Manchester United e tem cláusula de rescisão de 80 milhões de euros.
Foto: PattayaPatrol (CC BY-SA 4.0) via Wikimedia Commons.