O Londrina contratou os atacantes Fellipinho e Hebert, que já treinam sob o comando de Rogério Micale e podem estrear no duelo contra o Operário-PR pela Série B. A chegada da dupla amplia as alternativas ofensivas do Tubarão para a reta final da competição: Fellipinho será cedido por empréstimo pelo Volta Redonda até o fim de 2026, enquanto Hebert assinou contrato em definitivo com o clube paranaense, também com vínculo até o final desta temporada. As informações são do ge.
Natural de Duque de Caxias, Fellipinho começou a carreira nas categorias de base do Athletico e, antes de se profissionalizar, passou pela formação de Resende e Internacional; no futebol do Rio de Janeiro, defendeu profissionalmente Audax Rio e Maricá e, em 2026, vestiu as camisas de Boa Vista e Volta Redonda — ao todo, 19 partidas na temporada, entre Copa do Brasil, Copa Sul-Sudeste e Série C, com dois gols. Hebert é mais experiente e chega para aumentar a concorrência no setor: aos 26 anos, nascido em São Paulo, iniciou a trajetória na base do Ceará e construiu a carreira profissional em diferentes estados, com passagens por clubes de Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Pernambuco e Paraíba; em 2024, defendeu o Maranhão e ganhou destaque pelo Iguatu-CE, na temporada seguinte atuou pelo América-RN e, em 2026, chegou ao Guarani, onde participou de 22 partidas e marcou seis gols. Com as duas contratações, o Londrina passa a contar com nove opções ofensivas: Fellipinho e Hebert se juntam a Pablo Dyego, Vitinho, Gilberto, João Andrade, William Pottker, Paulinho Moccelin e Rai Nascimento. A expectativa é que os reforços sejam utilizados já neste domingo (6), diante do Operário-PR, no Estádio do Café, o VGD; a integração antecipada mantém aberta a possibilidade de estreia imediata, já que a dupla está regularizada. O clube também negocia o zagueiro Yago Lincoln com um time da Bélgica.
O mercado da Série B: reforços de Série C, empréstimos curtos e o Londrina que compra barato para não cair
As duas contratações do Londrina são o retrato do mercado das divisões inferiores brasileiras na última semana da janela: jogadores de Série C — Fellipinho no Volta Redonda, Hebert no Guarani — que subiram de nível por empréstimo ou contrato curto, sem taxa de transferência, para reforçar um clube da Série B que precisa de gols na reta final e não pode pagar por eles; o Tubarão, que voltou à segunda divisão após anos entre a C e a D, disputa a permanência e monta um ataque de nove nomes em que William Pottker — o artilheiro que saiu da Ponte Preta na crise que o portal registrou nesta semana — é o mais conhecido, e em que a profundidade importa mais que a estrela, porque Micale, técnico de base premiado com o ouro olímpico de 2016, roda o elenco em calendário apertado. Hebert é a contratação mais reveladora: seis gols em 22 jogos no Guarani, o clube campineiro que está na Série C e não paga salários — o meia Diego Torres o processou neste sábado —, e que libera jogadores porque não consegue mantê-los; sua carreira, por seis estados, Maranhão, Iguatu, América-RN e Guarani, é a de milhares de atacantes brasileiros que vivem de contratos de um ano e de destaque em clubes pequenos, e a chegada à Série B, aos 26, é o salto que o Iguatu de 2024 prometia. Fellipinho, de 23, formado em Athletico, Resende e Inter e rodado por Audax, Maricá, Boa Vista e Volta Redonda, é aposta de custo zero por empréstimo; a saída de Yago Lincoln para a Bélgica, negociada em paralelo, é o outro lado do modelo — vender zagueiro jovem para a Europa financia o elenco. Para o Paraná, cujo Dérbi do Café contra o Operário no domingo é o jogo do interior do estado, o Londrina reforçado a custo zero é a resposta possível de um clube que voltou à B sem receita de B; para o Guarani, ver Hebert marcar em outra divisão é o preço de não pagar.
Para Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, os reforços do Londrina contam a história do futebol de meio de tabela. "Dois atacantes sem custo, contrato até dezembro, um emprestado da Série C e outro que saiu do Guarani porque o Guarani não paga — é assim que se monta ataque na Série B quando não se tem dinheiro. Micale, que foi campeão olímpico com a base, vai rodar nove atacantes até o fim do ano e torcer para que um deles decida. O portal registra as contratações e o elo com Campinas: Hebert fez seis gols no Guarani e saiu; Pottker saiu da Ponte; os dois estão no Londrina. O interior paulista está exportando atacante para o Paraná por não conseguir pagar — e o Dérbi do Café de domingo vai mostrar quem aproveitou", avalia.
Fellipinho: o empréstimo do Volta Redonda
Atacante de 23 anos, carioca de Duque de Caxias, formado em Athletico, Resende e Internacional, com passagens por Audax Rio, Maricá, Boa Vista e Volta Redonda; 19 jogos e dois gols em 2026 entre Copa do Brasil, Copa Sul-Sudeste e Série C; cedido até dezembro, sem custo de aquisição.
Hebert: seis gols no Guarani e o salto à Série B
Paulista de 26 anos, formado no Ceará, com carreira por Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Pernambuco e Paraíba, destaque no Iguatu em 2024, América-RN em 2025 e Guarani em 2026, com 22 jogos e seis gols; assinou em definitivo até o fim da temporada — a primeira Série B de uma carreira construída nas divisões de baixo.
Nove opções: o ataque de Micale
Pablo Dyego, Vitinho, Gilberto, João Andrade, William Pottker, Paulinho Moccelin, Rai Nascimento, Fellipinho e Hebert — profundidade para o calendário da reta final, com Pottker, ex-Ponte, como o nome de maior histórico; Rogério Micale roda o setor conforme adversário e desgaste.
Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a negociação de Yago Lincoln explica o resto. "Vende zagueiro jovem para a Bélgica, compra dois atacantes de graça — é a equação de sobrevivência do clube médio brasileiro, e o Londrina a aplica com competência. A Bélgica é a porta de entrada da Europa para quem não tem nome; o Londrina fatura e reinveste em empréstimo. O portal registra e observa que o modelo funciona enquanto houver jovem para vender e Série C para garimpar — e que o Guarani, que perdeu Hebert, é o fornecedor involuntário de quem organiza melhor", observa.
Rogério Micale: o técnico campeão olímpico
Ouro com a seleção brasileira nos Jogos do Rio em 2016, com Neymar e Gabriel Jesus, Micale construiu carreira na base e em clubes médios; no Londrina, gere elenco enxuto com rodízio e aposta em jogadores de divisões inferiores — o perfil de Fellipinho e Hebert.
Operário-PR no VGD: o Dérbi do Café
O confronto paranaense de domingo, no Estádio do Café, é o clássico do interior do estado na Série B; os reforços regularizados podem estrear, e o resultado pesa na briga do Londrina pela permanência e do Operário pela parte de cima da tabela.
Yago Lincoln e a Bélgica: a saída que financia
O zagueiro é negociado com clube belga, mercado que compra jovens brasileiros a preços acessíveis e os revende à Europa central; a venda, se concluída, gera receita para o Londrina — e a lógica de vender defesa para comprar ataque a custo zero se completa.
Guarani e Ponte: os fornecedores de Campinas
Pottker deixou a Ponte na crise de salários; Hebert saiu do Guarani, que enfrenta ação trabalhista de Diego Torres; os dois atacantes de Campinas jogam agora pelo Londrina — sinal de que a crise dos clubes campineiros alimenta o elenco de quem paga em dia.
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, as contratações são pequenas e a lição é grande. "Ninguém vai lembrar de Fellipinho e Hebert daqui a um ano, a menos que façam o gol da permanência — e é para isso que foram contratados, por custo zero, na última semana da janela. É o futebol de verdade da Série B: sem estrela, com contrato até dezembro, garimpado na Série C e nos clubes que não pagam. O portal registra e torce pelo Dérbi do Café, com o lembrete de que o interior paulista, que já foi celeiro, virou fornecedor de quem se organizou melhor", analisa.
A contratação dos atacantes Fellipinho, por empréstimo do Volta Redonda, e Hebert, ex-Guarani, pelo Londrina para a reta final da Série B foi anunciada e noticiada pelo ge em 5 de setembro de 2026; a dupla, já regularizada, pode estrear contra o Operário-PR no domingo, 6 de setembro, no Estádio do Café, e o clube negocia o zagueiro Yago Lincoln com um time da Bélgica.
Foto: Brigittebourger Brigitte Bourger (CC BY-SA 4.0) via Wikimedia Commons.