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Autuori busca encaixe no ataque do Fortaleza contra o Goiás pela 26ª rodada da Série B

Fortaleza é quinto com 41 pontos, cinco a mais que o Goiás; 'o Vitinho perdeu um pouco da forma, foi uma decisão minha', explicou Autuori, que assumiu após a Copa do Brasil.

Autuori busca encaixe no ataque do Fortaleza contra o Goiás pela 26ª rodada da Série B

Um dos pontos que o Fortaleza quer melhorar diante do Goiás, neste sábado (5 de setembro), pela 26ª rodada da Série B, é a eficiência do ataque. Em sete jogos no comando da equipe, Paulo Autuori repetiu o trio ofensivo em duas oportunidades: desde que chegou, o treinador tem convivido com suspensões e lesões em todos os setores, inclusive no ataque, e só conseguiu repetir a formação ofensiva nos dois últimos jogos, contra Criciúma e Operário-PR, com Pedro Henrique, Luiz Fernando e Miritello como titulares. As informações são do ge.

O setor tem disputa intensa pelas vagas: sob o experiente treinador, Welliton, Nathan Fogaça, Paulo Baya e Vitinho também começaram partidas. Um dos artilheiros do Fortaleza na temporada, com 10 gols, Vitinho não entrou em campo nos dois últimos jogos; após o empate com o Operário-PR, Autuori explicou a ausência e indicou que ele pode voltar contra o Goiás: "O Vitinho tá voltando, eu acho que ele perdeu um pouco da sua forma, estamos trabalhando bem com ele. Certamente, no próximo jogo, ele vai ter a chance de voltar. Nesses últimos dias Vitinho sentiu um pouco, mas estava apto para jogar, foi uma decisão minha". Nos dois últimos jogos em casa, o Fortaleza finalizou 56 vezes e marcou apenas dois gols, nos empates por 1 a 1 contra São Bernardo e Operário-PR — número citado pelo próprio Autuori. O Tricolor ocupa a quinta posição, com 41 pontos, cinco a mais que o Esmeraldino, décimo colocado; as equipes se enfrentam às 16h. As variações do ataque sob Autuori: Vitinho, Luiz Fernando e Paulo Baya na derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, na ida das oitavas da Copa do Brasil; Welliton, Rodriguinho e Miritello na vitória por 3 a 2 na volta; Welliton, Rodriguinho e Miritello no 1 a 1 com o Cuiabá, na 21ª rodada; Rodriguinho, Welliton e Nathan Fogaça no 0 a 0 com o Juventude, na 22ª; Vitinho, Pedro Henrique e Miritello no 1 a 1 com o São Bernardo, na 23ª; e Pedro Henrique, Luiz Fernando e Miritello no 2 a 0 sobre o Criciúma, na 24ª, e no 1 a 1 com o Operário, na 25ª.

O Fortaleza na Série B: o clube que jogou Libertadores em 2025 e agora luta pelo acesso com Autuori

O Fortaleza que Paulo Autuori comanda é o retrato de uma queda rápida: o clube que entre 2019 e 2024 foi a maior potência do Nordeste — Séries A consecutivas, Libertadores, final de Sul-Americana em 2023, vice-campeão brasileiro em 2024 sob Vojvoda — caiu para a Série B em 2025 numa temporada de colapso, com troca de técnicos, elenco envelhecido e a saída do argentino que o transformara, e chegou a 2026 com a obrigação de subir imediatamente, orçamento ainda de Série A e a pressão de uma Arena Castelão que enche para a segunda divisão como poucos estádios do país; Autuori, aos 70 anos, com dois títulos de Libertadores e um Mundial no currículo, foi contratado no meio do ano, depois de o time oscilar sob o técnico anterior, e assumiu num momento de eliminação — a derrota por 3 a 0 para o Palmeiras nas oitavas da Copa do Brasil, seguida da vitória por 3 a 2 que não bastou — e de instabilidade de elenco, com suspensões e lesões que o impediram de repetir escalação em cinco de sete jogos. O diagnóstico que a reportagem do ge descreve é preciso: o Fortaleza cria — 56 finalizações em dois jogos em casa —, mas não converte — dois gols —, e a rotação do trio ofensivo, que incluiu sete atacantes diferentes em sete partidas, é ao mesmo tempo causa e consequência, com Vitinho, o artilheiro de 10 gols, fora por "decisão minha" do técnico que o considera abaixo da forma; a quinta posição com 41 pontos mantém o time na zona de acesso — os quatro primeiros sobem —, mas a distância para o G-4 e a sequência de empates em casa mostram que a vaga não está segura, e o jogo contra o Goiás, décimo com 36 e também na briga, é dos que definem a reta final. Para o Nordeste, cujos representantes na Série B — Fortaleza, Náutico, Vila Nova no Centro-Oeste, o próprio Goiás — disputam as vagas entre si, o Castelão de sábado é a rodada da temporada; para Autuori, é a chance de mostrar que a experiência resolve o que o elenco não resolveu.

Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, o problema do Fortaleza é o mais clássico do futebol. "Cinquenta e seis chutes e dois gols em dois jogos em casa — o time joga, cria e não faz. Autuori mudou o ataque em cinco de sete jogos, tirou o artilheiro por decisão própria e agora diz que ele volta. É o técnico procurando a chave no escuro, com lesão e suspensão atrapalhando. O Fortaleza tem orçamento de Série A, torcida de Série A e está em quinto na B, com o Goiás a cinco pontos e o acesso longe de garantido. O portal registra a estatística e o jogo de sábado como decisivo — e lembra que o Nordeste, que teve o Fortaleza na Libertadores há um ano, não pode se dar ao luxo de ver o clube ficar mais um ano na segunda divisão. Vitinho de volta é um começo", avalia.

As sete escalações de Autuori

Palmeiras (ida): Vitinho, Luiz Fernando, Paulo Baya; Palmeiras (volta): Welliton, Rodriguinho, Miritello; Cuiabá: Welliton, Rodriguinho, Miritello; Juventude: Rodriguinho, Welliton, Nathan Fogaça; São Bernardo: Vitinho, Pedro Henrique, Miritello; Criciúma e Operário: Pedro Henrique, Luiz Fernando, Miritello — sete atacantes usados, uma repetição.

56 finalizações, 2 gols: o diagnóstico

Nos empates por 1 a 1 com São Bernardo e Operário-PR, no Castelão, o Fortaleza chutou 56 vezes e marcou duas — aproveitamento de 3,6% que o próprio Autuori citou; volume de jogo existe, falta definição, o que explica a busca por encaixe e o retorno do artilheiro.

Vitinho: 10 gols e a "decisão minha"

Um dos artilheiros do time no ano, o atacante ficou fora dos dois últimos jogos por avaliação de forma física do técnico — "sentiu um pouco, mas estava apto" —; Autuori anunciou que ele terá chance contra o Goiás, sinal de que a rotação chega ao fim e o artilheiro volta ao trio.

Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, a tabela pressiona mais que o ataque. "Quinto lugar com 41 pontos parece confortável até se olhar o Goiás com 36 em décimo — cinco pontos em treze rodadas é nada. Se o Fortaleza perder em casa, o Goiás cola e o G-4 se afasta. Autuori sabe: por isso a franqueza sobre Vitinho e o número das 56 finalizações. É técnico experiente assumindo o problema em público para cobrar do elenco. O portal registra e observa que o Fortaleza da Libertadores de 2025 virou o Fortaleza que empata com São Bernardo em casa — e que a diferença é gestão de elenco, não de orçamento", observa.

Goiás: o adversário que também briga

Décimo com 36 pontos, o Esmeraldino chega ao Castelão a cinco do Fortaleza e na disputa pelo acesso; vitória fora aproximaria os dois; derrota afastaria o Goiás do G-4; é confronto direto entre clubes que estavam na Série A há pouco e disputam o mesmo espaço.

Autuori: 70 anos, Libertadores e Mundial no currículo

Campeão da Libertadores com Cruzeiro em 1997 e São Paulo em 2005, e do Mundial de Clubes no mesmo ano, o treinador chegou ao Fortaleza no meio de 2026 para conduzir o acesso; assumiu em meio à eliminação na Copa do Brasil e a um elenco desfalcado, e tem no jogo contra o Goiás a chance de consolidar o trabalho.

Da Libertadores à Série B: a queda do Fortaleza

Vice-campeão brasileiro em 2024 e presença constante em competições continentais, o clube desabou em 2025 com trocas de técnico e elenco em fim de ciclo, caiu para a Série B e chegou a 2026 com orçamento alto e pressão máxima pelo retorno imediato — contexto que amplifica cada empate em casa.

A reta final: 13 rodadas e quatro vagas

Com 41 pontos e 13 jogos restantes, o Fortaleza precisa de campanha de acesso — cerca de 62 pontos costumam garantir a vaga — para subir; a sequência inclui confrontos diretos, e o Castelão, com público de Série A, é o trunfo que os empates recentes desperdiçaram.

Para Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a reportagem é um exemplo de como o futebol se explica pelos números. "Sete jogos, sete atacantes, uma repetição, 56 chutes, dois gols — não precisa de tática para entender: o time não sabe quem é na frente. Autuori está tentando descobrir com lesão e suspensão no meio, e chegou à conclusão óbvia: o artilheiro tem de jogar. O portal registra o jogo contra o Goiás como o da definição e torce pelo Nordeste no G-4 — porque a Série A sem Fortaleza, como sem Bahia ou Sport, é menos Brasil", analisa.

A análise do ge sobre as variações do ataque do Fortaleza sob Paulo Autuori — sete atacantes diferentes em sete jogos, 56 finalizações e dois gols nos dois últimos jogos em casa — foi publicada em 5 de setembro de 2026, dia do confronto contra o Goiás pela 26ª rodada da Série B, às 16h; o Tricolor é o quinto colocado, com 41 pontos, e o artilheiro Vitinho, com 10 gols, pode retornar ao time.

Foto: Werner100359 (CC BY-SA 3.0) via Wikimedia Commons.

TM
Escrito por

Thiago Baptista Martins

Colaborador convidado do blog The Gin Flavors, assina esta matéria com curadoria própria.

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