O Cuiabá perdeu por 2 a 0 para o Criciúma na noite de sexta-feira (4 de setembro), no Heriberto Hülse, pela 26ª rodada da Série B, e encerrou uma sequência de seis jogos de invencibilidade. Depois da partida, o técnico Eduardo Barros apontou os duelos perdidos e as desatenções como fatores determinantes para o resultado. As informações são do ge.
O primeiro gol saiu no primeiro tempo, quando Willean Lepo aproveitou espaço e acertou uma finalização de longa distância; na avaliação do treinador, o lance foi construído a partir de disputas que o Cuiabá não venceu. "Foi um jogo muito equilibrado, muito disputado em ambos os tempos. Infelizmente, em duas desatenções nossas, a gente não conseguiu ser preciso. No primeiro gol, perdemos um ou dois duelos que foram capitais para oferecer a finalização. O Lepo foi muito feliz numa finalização de longa distância", afirmou. O Cuiabá criou oportunidades — Barros citou uma chance de Jean Dias no primeiro tempo e situações de bola parada na etapa final —, mas não marcou; o segundo gol do Criciúma saiu em cobrança de escanteio de Otero, com desvio em João Basso. "A gente criou situações. Tivemos uma ótima oportunidade com o Jean no primeiro tempo e, no segundo, pelo menos duas boas chances, além de situações pelas laterais e de bola parada. Para um jogo fora de casa, produzimos boas oportunidades. A diferença foi que o Criciúma aproveitou as que teve e nós não", disse. O treinador ressaltou que a comissão trabalhou as cobranças de Otero na preparação: "Sofremos um gol de bola parada numa jogada que treinamos bastante, porque o Otero é um dos principais cobradores da divisão e tem sido decisivo. Hoje foi também, num lance que a gente não conseguiu cortar". Criciúma e Cuiabá chegaram à rodada com as duas melhores defesas da Série B, ambas com 19 gols sofridos, o que fez o confronto ser decidido em poucos lances; Barros fez ressalva sobre o primeiro tempo: "Em uma parte do primeiro tempo faltou a gente encarar de uma forma um pouco mais firme o que é um jogo da Série B. Perdemos mais primeiras e segundas bolas do que eu gostaria. Isso trouxe um pouco o Criciúma para o jogo e até o gol surge numa ocasião dessa forma".
Duelo de defesas na briga pelo acesso: o que a derrota em Criciúma custa ao Cuiabá — e o que a vitória dá ao Tigre
O confronto do Heriberto Hülse era, na tabela, o jogo da rodada: as duas melhores defesas da Série B, com 19 gols sofridos em 25 jogos cada, dois times construídos sobre a solidez defensiva e a eficiência nas bolas paradas — o Criciúma com Otero, o venezuelano de 37 anos que voltou ao Brasil para ser o cobrador mais decisivo da divisão, e o Cuiabá com a organização que Eduardo Barros, ex-auxiliar de Tite e técnico com passagens por base e Série A, montou desde que assumiu o Dourado após o rebaixamento de 2025 —, e a vitória por 2 a 0 do Tigre, com um chute de longa distância de Lepo e um escanteio de Otero desviado por Basso, é o retrato do que Barros descreveu: jogo decidido em dois lances, por quem venceu os duelos e aproveitou a bola parada. Para o Criciúma, que "faz o dever de casa" e dorme na liderança, como o ge registrou, o resultado consolida a campanha de acesso direto — o clube catarinense, rebaixado da Série A em 2025, aposta em Otero, em defesa forte e no Heriberto Hülse lotado para voltar; para o Cuiabá, que vinha de seis jogos sem perder e disputa o G-4 com Fortaleza, Goiás, Athletic e Criciúma, a derrota fora de casa não muda a posição, mas interrompe o embalo e expõe o ponto que o técnico apontou com franqueza — a firmeza nas "primeiras e segundas bolas" que a Série B exige e que o time não teve no primeiro tempo. A autocrítica de Barros — "faltou encarar de forma mais firme o que é um jogo da Série B" — é diagnóstico comum a times recém-rebaixados, que descem da Série A com futebol de posse e encontram na segunda divisão um campeonato de duelo, bola longa e escanteio; o Cuiabá, cidade-sede de 2014 e clube que subiu à elite pela primeira vez em 2020, tem elenco para o acesso e um técnico que sabe o que falta. As 13 rodadas restantes, com confrontos diretos e o Cuiabá jogando em casa contra os rivais do G-4, decidem; a rodada de sexta apenas lembrou que, na Série B, a melhor defesa vence quando o ataque aproveita — e o Criciúma aproveitou.
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a fala de Eduardo Barros é rara pela honestidade. "Técnico que perde de 2 a 0 costuma culpar o juiz, o gramado, o azar; Barros disse que perdeu duelos, que o adversário aproveitou e o Cuiabá não, e que faltou firmeza no que é um jogo de Série B. É a verdade: o Criciúma marcou de longe e de escanteio, com o cobrador que todo mundo sabe que é o melhor da divisão e que o Cuiabá treinou para cortar e não cortou. O portal registra a derrota, o fim da invencibilidade e a liderança do Tigre — e observa que a Série B de 2026, com Fortaleza, Goiás, Cuiabá, Criciúma e Athletic separados por pouco, é a mais equilibrada em anos. Quem for mais firme nas segundas bolas sobe; quem jogar bonito e perder duelo, fica", avalia.
Os gols: Lepo de longe, Otero de escanteio
Willean Lepo, lateral do Criciúma, aproveitou duelos vencidos e acertou finalização de longa distância no primeiro tempo; no segundo, Otero cobrou escanteio, a bola desviou em João Basso e entrou — dois lances que decidiram o jogo entre as defesas menos vazadas da Série B.
Otero: o cobrador que decide a divisão
O venezuelano, ex-Atlético-MG e Corinthians, é apontado por Barros como um dos principais cobradores de bola parada da Série B e tem sido decisivo para o Criciúma; a comissão do Cuiabá treinou as cobranças e não conseguiu cortar — reconhecimento raro de um técnico ao adversário.
A invencibilidade encerrada: seis jogos
O Cuiabá vinha de seis partidas sem perder na Série B, sequência que o colocou na briga pelo G-4; a derrota fora de casa interrompe o embalo, mas mantém o time na disputa, com 13 rodadas e confrontos diretos pela frente, vários em Cuiabá.
Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, o jogo é lição sobre a Série B. "Dois times com 19 gols sofridos em 25 jogos — as melhores defesas — e o resultado veio de um chute de fora da área e de um escanteio desviado. É a segunda divisão brasileira: pouco espaço, pouco gol, e quem vence o duelo e acerta a bola parada leva. Barros entendeu — 'faltou ser mais firme' — e é o que o Cuiabá, recém-descido da Série A, precisa aprender rápido. O portal registra a liderança do Criciúma, com Otero e o Heriberto Hülse, e a autocrítica do Cuiabá — e lembra que o acesso, em 2026, vai ser decidido assim: por segundas bolas", observa.
Criciúma líder: o Tigre faz o dever de casa
Com a vitória, o Criciúma dormiu na liderança da Série B; o clube catarinense, rebaixado em 2025, montou time defensivo e eficiente, com Otero como referência, e transformou o Heriberto Hülse em fortaleza — a campanha que o coloca como favorito ao acesso direto.
Eduardo Barros: o técnico e o diagnóstico
Ex-auxiliar de Tite na Seleção e no Flamengo, com passagens pela base e por clubes de Série A, Barros assumiu o Cuiabá para o projeto de retorno à elite; a franqueza sobre duelos e firmeza é sua marca — e o que a diretoria espera que se converta em pontos nas rodadas decisivas.
A tabela: o G-4 em disputa
Criciúma na ponta, Fortaleza em quinto com 41, Cuiabá, Goiás e Athletic na briga — a Série B de 2026 tem meia dúzia de clubes separados por poucos pontos para quatro vagas, e os confrontos diretos das próximas 13 rodadas, como o de sexta, decidem; o Cuiabá ainda recebe rivais em casa.
O Cuiabá desde 2020: subir, cair, voltar
Acesso inédito à Série A em 2020, cinco temporadas na elite com campanhas de meio de tabela e Sul-Americana, rebaixamento em 2025 e a tentativa de retorno imediato em 2026 sob Barros; o clube da capital mato-grossense, sede de Copa em 2014, é o representante do Centro-Oeste na briga pelo acesso.
Para Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a derrota é um alerta útil no momento certo. "Perder para o líder, fora, por dois lances, com autocrítica honesta, a 13 rodadas do fim — é o tipo de derrota que ensina sem custar o acesso. O Cuiabá tem defesa, tem técnico que diagnostica e tem jogos em casa; o que Barros pediu foi firmeza, e firmeza se treina. O portal registra a noite do Heriberto Hülse e o mérito do Criciúma, que joga o que a Série B pede — e torce para que a divisão de acesso continue tão equilibrada até novembro", analisa.
A derrota do Cuiabá por 2 a 0 para o Criciúma no Heriberto Hülse, pela 26ª rodada da Série B, em 4 de setembro de 2026, e a análise do técnico Eduardo Barros sobre duelos perdidos e desatenções foram noticiadas pelo ge em 5 de setembro; o resultado encerrou a sequência de seis jogos sem derrota do Cuiabá e colocou o Criciúma na liderança da competição.
Foto: Mtaylor848 (CC BY-SA 4.0) via Wikimedia Commons.