O lateral direito Rodinei chegou neste sábado (5 de setembro) ao Brasil para defender o Santos. O jogador de 34 anos firmou contrato até o fim de 2027 e já deve reforçar a equipe no duelo contra o Atlético-MG, pela Copa Sul-Americana. Em entrevista divulgada pelo clube antes do embarque, disse ser um privilégio ter recebido a proposta: "Pra mim é um grande privilégio poder receber uma oferta do Santos porque, com certeza, é um dos maiores do Brasil. Um time onde tem Neymar, é o time do Rei Pelé. Estou muito feliz com essa nova oportunidade. Já conheço o clube porque o Olympiacos foi apenas meu primeiro clube na Europa. Minha trajetória foi toda no Brasil. Já joguei muitas vezes contra o Santos. Estou ansioso para jogar a favor, sentir o calor da torcida e do clube. Tenho certeza que vai ser mais um momento especial na minha vida". As informações são do ge.
No Santos, Rodinei reencontra Willian Arão e Gabigol, companheiros de Flamengo, e Neymar, com quem também tem contato; falou ainda sobre Giovanni, ídolo do clube que, como ele, atuou pelo Olympiacos: "Conversei um pouco com o Giovanni. Ele fez o vídeo de boas-vindas pra mim e eu retribuí com outro vídeo. Estou muito feliz de seguir a mesma trajetória. O Giovanni jogou no Santos, veio para o Olympiacos. Eu estava no Olympiacos e estou indo pro Santos". A chegada do lateral segue o modelo que a diretoria adota, segundo outra reportagem do ge: o Santos continua atento ao mercado, mas sem previsão de novas contratações, depois de encorpar o elenco de Cuca com três reforços em condições financeiras favoráveis — atletas livres ou por empréstimo. O meia Lima estava fora dos planos do Fluminense e foi repassado sem custos, com vínculo até o fim do ano; o volante Arthur, livre, desejava atuar no Santos pela boa relação com Neymar e seu pai — a dupla viabilizou diretamente a contratação ao aportar recursos para a quitação da dívida que gerou o transfer ban, recebendo em troca espaços publicitários no uniforme —, e assinou contrato curto, até dezembro, pelo patamar salarial alto e pela necessidade de avaliar a adaptação; Rodinei, embora com vínculo mais longo, só chegou após rescindir amigavelmente com o Olympiacos, sem custo de aquisição. A diretoria segue de olho no mercado por nomes que se encaixem nessa realidade e tenham o aval de Cuca — a lateral esquerda é prioridade, além de zaga e ataque —, mas não há negociações avançadas. Neymar fez exames e não joga contra o Internacional; Gabigol pediu desculpas à torcida por fala sobre ex-clubes.
Transfer ban, Neymar e o pai: como o Santos voltou a contratar
O Santos passou parte de 2026 impedido pela Fifa de registrar jogadores por dívida não paga em transferência internacional — o transfer ban, punição que trava qualquer contratação até a quitação —, e quem resolveu foi a família do camisa 10: Neymar e o pai, Neymar da Silva Santos, aportaram os recursos para pagar a dívida e, em troca, receberam espaços publicitários no uniforme, negócio que transforma o jogador e seu empresário em patrocinadores do próprio clube. É o arranjo que permitiu a chegada de Arthur — que quis jogar no Santos pela relação com os dois —, de Lima e de Rodinei, todos sem custo de direitos econômicos. O modelo tem lógica: um clube em recuperação financeira, com dívidas e sem receita de vendas, só consegue montar elenco com jogador livre, emprestado ou com contrato curto, e com um técnico como Cuca, que aceita reforços pontuais para lacunas que ele mesmo aponta. Tem também limite: contratos até dezembro para Arthur e Lima significam recomeçar em janeiro, e a dependência de Neymar — que fez exames e não joga contra o Inter — para bancar o clube é frágil por definição.
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, o Santos de 2026 é o clube mais dependente de um jogador que o Brasil já viu. "Neymar não é só o camisa 10: pagou o transfer ban com o pai, virou patrocinador do uniforme, atraiu Arthur porque é amigo e sustenta a bilheteria. O Santos contrata quem Neymar traz e quem chega de graça — Lima que o Fluminense não queria, Rodinei que rescindiu com o Olympiacos aos 34. Não é crítica: é o que dá para fazer com dívida e sem venda. Cuca aprova, o time disputa Sul-Americana e Brasileirão, e Rodinei chega dizendo que é o time do Rei Pelé. É — e é o time em que o rei atual paga a conta. O portal registra o modelo e a pergunta: o que acontece quando Neymar sair?", avalia.
Rodinei: da Grécia à Vila, aos 34 anos
Revelado pelo Avaí, com passagens por Ponte Preta e Flamengo — onde foi campeão brasileiro e da Libertadores em 2019 e 2022 —, Rodinei foi para o Olympiacos em 2023, ganhou a Conference League e o campeonato grego, e rescindiu amigavelmente para voltar ao Brasil; assina até dezembro de 2027 e chega para ser titular na lateral direita, posição carente no elenco de Cuca. O reencontro com Arão e Gabigol reproduz a espinha do Flamengo campeão.
Arthur: o volante que escolheu pelo amigo
Ex-Grêmio, Barcelona e Juventus, Arthur estava livre após passagens irregulares na Europa e escolheu o Santos pela amizade com Neymar e pela relação com o pai do atacante; o salário alto e a adaptação incerta levaram a contrato curto, até dezembro. É aposta de risco controlado: se render, renova; se não, sai sem custo.
Lima: o meia que o Fluminense dispensou
Fora dos planos do Fluminense para 2026, o meia chegou por empréstimo sem custo até dezembro, para dar opção criativa ao meio-campo; é o perfil de reforço que a diretoria descreve como ideal — sem investimento, com avaliação no fim do ano.
Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, o modelo santista é o que resta para clubes endividados. "Marília demitiu todo mundo; Ponte Preta tem seis jogadores depois da greve; Santos contrata de graça e paga o transfer ban com o dinheiro do Neymar. É o futebol brasileiro fora do eixo Flamengo-Palmeiras: sobrevivência criativa. O Santos tem a vantagem de ter o jogador mais famoso do país vestindo a camisa e pagando a conta; a desvantagem é a mesma. Rodinei aos 34 é reforço bom para dois anos; Arthur e Lima são para quatro meses. Se a Sul-Americana der vaga na Libertadores, o clube ganha receita para 2027; se não der, recomeça em janeiro com a mesma planilha", observa.
Cuca e o aval nas contratações
O técnico, em sua enésima passagem por clubes grandes, exige aprovar cada reforço e aponta as carências — lateral esquerda, zaga, ataque — que a diretoria tenta suprir sem custo; o modelo dá a Cuca poder sobre o elenco e o compromete com os resultados de um time montado a partir do que o mercado oferece de graça.
Giovanni e o caminho inverso
Ídolo santista dos anos 1990, Giovanni saiu da Vila para o Barcelona e brilhou no Olympiacos, onde é reverenciado; o vídeo de boas-vindas a Rodinei — retribuído pelo lateral — é o gesto simbólico que o clube grego e o brasileiro compartilham. Rodinei faz o trajeto inverso: do Pireu à Vila Belmiro.
Sul-Americana: o objetivo de curto prazo
O Santos enfrenta o Atlético-MG pela Sul-Americana com Rodinei já disponível; a competição é o caminho mais curto para a Libertadores de 2027 e para a receita que o clube precisa. Sem Neymar contra o Inter no Brasileirão, o time depende de Gabigol e do meio-campo remontado.
Gabigol, Neymar e a semana santista
Gabigol pediu desculpas à torcida por declaração sobre ex-clubes; Neymar fez exames e está fora do jogo contra o Internacional — dois episódios que mostram um vestiário sob atenção constante da imprensa e da torcida, e um clube em que cada notícia passa pelo camisa 10.
Para Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, a chegada de Rodinei é boa notícia com contexto. "Lateral experiente, campeão de tudo pelo Flamengo, vindo de graça e falando do Rei Pelé e do calor da Vila — o torcedor tem motivo para gostar. O contexto é que o Santos só contrata assim porque não pode contratar de outro jeito, e que a família Neymar virou o banco do clube. Cuca vai ter Rodinei, Arthur e Lima para tentar a Sul-Americana; a diretoria vai ter janeiro para recomeçar. O portal deseja sorte ao lateral e lembra que Giovanni, que ele cita, foi vendido para pagar conta também. A história do Santos é essa há trinta anos", analisa.
A chegada do lateral Rodinei ao Santos, com contrato até o fim de 2027 após rescisão amigável com o Olympiacos, e o modelo de contratações sem custo adotado pelo clube foram relatados pelo ge em 5 de setembro de 2026; Neymar e seu pai viabilizaram a quitação da dívida que gerava o transfer ban em troca de espaços publicitários no uniforme.
Foto: Emessem T (CC BY-SA 4.0) via Wikimedia Commons.