A Apple prepara uma nova geração de iPhones, que deve ser conhecida em menos de uma semana: os destaques esperados são o iPhone 18 Pro e o 18 Pro Max, que devem ganhar um novo chip de 2 nanômetros e mudanças nas câmeras, e o primeiro iPhone dobrável da marca. A principal novidade, porém, está na própria composição da linha — durante o evento marcado para 9 de setembro, a empresa deve concentrar o lançamento nos aparelhos mais caros e deixar o iPhone 18 e variantes mais acessíveis, como um possível iPhone 18e e o sucessor do iPhone Air, para o ano que vem. As informações são do Tecnoblog, que reuniu os principais rumores.
Os novos modelos Pro devem inaugurar o chip A20 Pro, produzido no processo de 2 nanômetros da TSMC, e a expectativa é que ambos cheguem com 12 GB de memória unificada, com ganhos de capacidade para executar recursos de inteligência artificial localmente; espera-se ainda que a Apple use o modem próprio C2, ao menos internacionalmente, e introduza um novo chip de rede, o N2. A bateria é outro ponto animador, segundo os vazamentos: no iPhone 18 Pro Max, a capacidade deve chegar a 5.567 mAh na versão dos Estados Unidos, sem bandeja de chip SIM, e 5.391 mAh globalmente — somando isso a uma possível alteração na câmara de vapor, o aparelho pode ficar até 0,25 mm mais espesso, com até 9 mm. Os sensores devem continuar num módulo retangular, como na linha 17 Pro, em ordem triangular; a aposta no design está numa nova cor, Dark Cherry, um tom de vermelho escuro que, segundo o Macworld, se junta ao azul-claro e ao cinza, e a Apple teria ajustado o vidro traseiro para evitar o estilo bicolor da linha 17 Pro. As telas continuariam com painéis OLED LTPO com ProMotion de até 120 Hz, de 6,3 polegadas no 18 Pro e 6,9 no Pro Max, as mesmas medidas dos iPhones 17 Pro; no topo, imagens vazadas sugerem uma Ilha Dinâmica menor — alguns rumores indicam que os sensores do Face ID podem estar sob o display, e o leaker Ice Universe aponta redução de cerca de 35% no espaço destinado aos sensores frontais.
Dois lançamentos por ano, um dobrável de US$ 2 mil e o chip de 2 nanômetros: a Apple muda o calendário do iPhone — e o Brasil paga a conta em novembro
A decisão de dividir a linha — Pro e dobrável em setembro, modelos básicos em 2027 — é a maior mudança no calendário do iPhone desde 2020 e tem razões que os rumores explicam: a Apple quer espaçar a demanda de produção da TSMC, cujo nó de 2 nanômetros estreia justamente no A20 Pro e tem capacidade limitada no primeiro ano; quer evitar que o iPhone dobrável — um aparelho no formato "livro", como o Galaxy Z Fold, com tela interna de cerca de 7,8 polegadas, dobradiça de liga de titânio e preço estimado entre US$ 2.000 e US$ 2.400 — dispute atenção com o iPhone 18 comum; e quer, sobretudo, um segundo evento na primavera americana para sustentar as vendas num semestre tradicionalmente fraco, estratégia que a Samsung adota há anos com o S e o Z em épocas distintas. O dobrável é a aposta de prestígio: a Apple resistiu por seis anos ao formato, esperou a Samsung amadurecer dobradiças e vidros ultrafinos, e chega com o argumento de um vinco "quase invisível" e da integração com o iPad — e chega também num momento em que os dobráveis são menos de 2% do mercado global, o que faz do produto uma vitrine de tecnologia mais que uma máquina de volume. Nos Pro, a evolução é incremental e previsível — 2 nanômetros para eficiência, 12 GB para rodar modelos de linguagem locais da Apple Intelligence, que o Brasil só recebeu em português em 2025, modem próprio C2 para reduzir a dependência da Qualcomm, bateria maior às custas de 0,25 mm, Ilha Dinâmica menor como passo intermediário até o Face ID sob a tela, e uma cor de vinho para a foto de lançamento —, e o preço nos Estados Unidos deve subir com a tarifa de Trump sobre componentes chineses e indianos, que a Apple até agora absorveu parcialmente. Para o consumidor brasileiro, a conta é a de sempre: o iPhone 17 Pro chegou em 2025 por R$ 11.499 e o Pro Max por R$ 12.499, e a expectativa do varejo é que o 18 Pro, com dólar a R$ 5,13, chegue em novembro na mesma faixa ou acima, com o dobrável, se vier ao país, ultrapassando R$ 20 mil — o preço de um carro popular usado, num mercado em que a Apple cresce apesar disso porque o iPhone virou símbolo de status e de crédito parcelado em 24 vezes; e para o leitor de Araras que espera o 18 comum para trocar o 13, a notícia é que ele não vem em setembro, o que deixa o 17 mais barato na Black Friday como a compra racional do ano.
Para Thiago Baptista Martins, editor do portal, a mudança de calendário é a notícia real por trás dos rumores. "Chip de 2 nanômetros, bateria maior, cor nova — é o de sempre. O que muda é a Apple dividindo o ano: Pro e dobrável agora, o iPhone comum em 2027, para vender duas vezes e aliviar a TSMC. O dobrável de dois mil dólares é vitrine; o volume continua no Pro. O portal registra as previsões do Tecnoblog e traduz para o consumidor: quem quer o 18 básico vai esperar; quem quer o 17 vai encontrá-lo mais barato na Black Friday, e é a compra que faz sentido em Araras com o Pro acima de R$ 11 mil. A Apple sabe que o brasileiro parcela em 24 vezes; é nisso que ela aposta", avalia.
A linha de setembro: Pro, Pro Max e dobrável
Os dois modelos Pro e o primeiro iPhone dobrável, no formato livro, concentram o evento de 9 de setembro; o iPhone 18 comum, um possível 18e e o sucessor do iPhone Air ficariam para 2027, inaugurando um calendário de dois lançamentos anuais, como a Samsung faz com as linhas S e Z.
A20 Pro: 2 nanômetros e 12 GB para IA local
Primeiro chip Apple no processo de 2 nm da TSMC, com ganhos de eficiência e desempenho; 12 GB de memória unificada para rodar modelos de linguagem da Apple Intelligence no aparelho; modem próprio C2 e chip de rede N2 reduzem a dependência da Qualcomm e da Broadcom.
Bateria, espessura e câmara de vapor
Até 5.567 mAh no Pro Max americano (sem SIM físico) e 5.391 mAh globalmente; a câmara de vapor redesenhada e a bateria maior podem elevar a espessura em 0,25 mm, até 9 mm — a Apple troca fineza por autonomia, tendência oposta à do iPhone Air.
Na leitura de Adriano Jose Reis Martins, editor do portal, o dobrável é o produto mais interessante e o menos relevante. "A Apple esperou seis anos a Samsung errar e acertar dobradiça e vidro, e chega com um aparelho de dois mil dólares num segmento que é 2% do mercado. É vitrine — mostra que a empresa ainda inova em hardware num ano em que a IA dela ficou atrás. O portal registra e observa que, no Brasil, o dobrável acima de R$ 20 mil é objeto de desejo, não de compra; o que vai vender é o 17 com desconto e o 18 Pro parcelado. A Ilha Dinâmica 35% menor e o Face ID sob a tela são o caminho para o iPhone sem recorte — o que importa de verdade", observa.
Design: Dark Cherry, módulo triangular, Ilha menor
Nova cor vinho escuro ao lado de azul-claro e cinza; módulo retangular com sensores em triângulo, como no 17 Pro, e vidro traseiro ajustado para eliminar o visual bicolor; Ilha Dinâmica cerca de 35% menor, com rumores de Face ID sob o display — passo intermediário até a tela sem recortes.
O dobrável: formato livro, titânio e US$ 2 mil
Tela interna de cerca de 7,8 polegadas, externa de 5,5, dobradiça de liga de titânio, vinco "quase invisível", integração com o iPad e preço estimado entre US$ 2.000 e US$ 2.400; a Apple entra num segmento dominado pela Samsung e por chinesas, com menos de 2% do mercado global.
Tarifas, TSMC e o preço nos Estados Unidos
O nó de 2 nm tem capacidade limitada no primeiro ano, o que ajuda a explicar a divisão da linha; as tarifas de Trump sobre componentes chineses e indianos pressionam o preço, que a Apple absorveu parcialmente na geração 17 e pode repassar na 18 — o primeiro aumento nominal do Pro em anos.
No Brasil: novembro, dólar a R$ 5,13 e a Black Friday do 17
O 17 Pro chegou por R$ 11.499 e o Pro Max por R$ 12.499; o 18 Pro deve vir em novembro na mesma faixa ou acima, e o dobrável, se vier, acima de R$ 20 mil; sem o 18 comum em 2026, o iPhone 17 com desconto na Black Friday é a compra racional para quem troca de aparelho.
Para Jaime Fernando Reis Martins, editor do portal, o evento mostra uma Apple mais parecida com a Samsung. "Dois lançamentos por ano, dobrável de luxo, linha básica adiada, preço subindo com tarifa — é o manual da concorrente que a Apple sempre disse não seguir. O portal registra os rumores com a ressalva de que são rumores, e o que não é rumor: o brasileiro vai pagar mais de R$ 11 mil por um chip de 2 nanômetros que ele não vai notar, e vai parcelar em 24 vezes, e a Apple vai crescer no Brasil de novo. A pergunta que o dia 9 vai responder é se a IA da Apple finalmente justifica os 12 GB — ou se a cor Dark Cherry é o argumento", analisa.
As expectativas para o evento da Apple de 9 de setembro de 2026 — iPhone 18 Pro e Pro Max com chip A20 Pro de 2 nanômetros, 12 GB de memória, modem C2, bateria de até 5.567 mAh, cor Dark Cherry e Ilha Dinâmica cerca de 35% menor, além do primeiro iPhone dobrável — foram reunidas pelo Tecnoblog em 3 de setembro de 2026 a partir de rumores e vazamentos; o iPhone 18 comum, um possível 18e e o sucessor do iPhone Air ficariam para 2027.
Foto: Kenneth C. Zirkel (CC BY 4.0) via Wikimedia Commons.